Os desafios para ampliar a capacidade das rodovias brasileiras e garantir mais investimentos em infraestrutura estiveram no centro das discussões do INFRA Rodovias, realizado nesta segunda-feira (5), na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC). Promovido pela Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR) e pela Associação Catarinense de Empresários de Obras Públicas (ACEOP), o encontro reuniu lideranças, especialistas e representantes dos setores público e privado.
A programação colocou em debate as perspectivas para a ampliação e modernização da malha rodoviária federal, além da necessidade de planejamento de longo prazo, segurança jurídica e mecanismos permanentes de financiamento para as obras de infraestrutura.
A abertura institucional contou com a participação do presidente da ANEOR, Danniel Zveiter, e do presidente da ACEOP, Wagner Sandoval. O presidente eleito do Crea-SC, engenheiro Felipe Penter, também participou do encontro e destacou a importância da união das entidades na busca por soluções para os problemas de logística e infraestrutura de Santa Catarina.
“O Crea-SC vai ser protagonista e podem contar conosco. Parabenizo todas as entidades envolvidas. Temos que nos mobilizar e buscar soluções de logística para um estado tão pujante e produtor quanto Santa Catarina”, afirmou Penter.
Programa nacional em debate
Um dos principais momentos do encontro foi a apresentação do Programa Nacional de Ampliação e Modernização da Malha Rodoviária Federal, conduzida por Hideraldo Caron, diretor de Relações Institucionais da ANEOR.
A proposta foi estruturada a partir de estudos realizados pela entidade e parceiros e busca enfrentar gargalos históricos da infraestrutura rodoviária, ampliando a capacidade de investimentos e criando condições para projetos de longo prazo.
O diretor de Relações Institucionais da Frenlogi, Edinho Bez, reforçou a necessidade de mecanismos permanentes de financiamento para viabilizar obras de duplicação e ampliação da malha rodoviária federal.
“A Frenlogi tem o compromisso de atuar na criação de um marco legal para a construção de um fundo rodoviário para financiar as obras de duplicação da malha rodoviária federal. O país precisa investir, no mínimo, 5% das demandas atuais”, afirmou.
Carta Compromisso
A programação também incluiu a apresentação da Carta Compromisso INFRA Rodovias, conduzida por Andrea Oliveira, diretora de Estratégias e Soluções de Advocacy da Frente Consultoria. O documento reúne propostas e compromissos voltados ao fortalecimento da infraestrutura de transportes.
Na sequência, Gustavo Melo, COO da Menndel & Melo Advocacia, abordou perspectivas estruturantes para os próximos anos. Também participaram das discussões Marcelo Gentil, representante do SINICON, e os demais integrantes da programação.
Para o presidente da ACEOP, Wagner Sandoval, a falta de investimentos tem reflexos diretos na economia e na competitividade.
“Temos uma malha de infraestrutura que opera no limite. A conta da falta de investimentos aparece no custo do frete, no prazo de entrega, na perda de competitividade dos nossos produtos e na dificuldade de atrair novos investimentos. Cada gargalo que não eliminamos hoje virá amanhã como um custo pago pela sociedade catarinense. Precisamos discutir isso com seriedade”, afirmou.
Mobilização pelo futuro da infraestrutura
Entre os temas discutidos estiveram ainda o Pacto Nacional pela Infraestrutura, o Programa Nacional de Ampliação e Modernização da Malha Rodoviária Federal e a Carta Compromisso INFRA Rodovias.
O encontro reforçou a proposta de ampliar o diálogo entre entidades profissionais, empresas, especialistas e poder público para construir alternativas capazes de aumentar a capacidade de investimento, garantir maior segurança jurídica e melhorar a eficiência da infraestrutura de transportes.
Para Santa Catarina, estado com forte produção industrial, agropecuária e participação nas exportações brasileiras, o debate sobre logística ganha importância estratégica diante da necessidade de ampliar a capacidade de circulação de pessoas e mercadorias e reduzir os gargalos que impactam diretamente a competitividade da economia.

