O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) destacou a importância do chamado “beijo das aduelas”, momento histórico que marcou a união das estruturas brasileira e paraguaia da Ponte Internacional Bioceânica, sobre o Rio Paraguai. O encontro das duas extremidades da ponte aconteceu na quarta-feira (15), consolidando uma das etapas mais simbólicas da construção da principal obra do Corredor Bioceânico.
Para o Crea-MS, o momento representa muito mais do que a conexão física entre duas estruturas. É também o resultado de anos de cálculos, estudos, planejamento, inovação e, principalmente, do trabalho integrado de profissionais da engenharia que contribuíram para transformar um grande projeto de infraestrutura em realidade.
“Para nós, da engenharia, representa mais do que o encontro das duas estruturas, mas anos de cálculos, estudos, inovações e do trabalho integrado dos profissionais que contribuíram para esse projeto se tornar realidade. Ver o beijo é testemunhar a engenharia contribuindo para conectar pessoas, países e rotas. Representa a integração da região e o desenvolvimento econômico”, destacou o Crea-MS.
O chamado “Beijo das Aduelas” ocorreu por volta das 20h54 (horário de Mato Grosso do Sul), quando as estruturas construídas simultaneamente pelos dois países finalmente se encontraram, formando um único tabuleiro. Com 1.294 metros de extensão, a ponte liga Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.
A estrutura é considerada a principal obra do Corredor Bioceânico de Capricórnio, projeto de integração que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma nova rota terrestre até os portos chilenos no Oceano Pacífico.
Mais do que um marco da engenharia, a união das aduelas simboliza a integração física entre os países e representa um avanço estratégico para o comércio internacional. A nova conexão deverá contribuir para reduzir distâncias e custos logísticos, ampliar as possibilidades de transporte de cargas e tornar os produtos sul-americanos mais competitivos nos mercados internacionais, especialmente na Ásia.
No lado brasileiro, a ponte receberá o nome de Heitor Miranda dos Santos, em homenagem ao sul-mato-grossense e murtinhense apontado como um dos visionários e idealizadores do projeto de integração regional.
Com a conclusão da estrutura principal, os trabalhos seguem para as etapas de acabamento, instalação de sistemas complementares e pavimentação. A previsão é de que a obra seja finalizada até o fim deste ano.
A Ponte Bioceânica representa, assim, não apenas uma grande obra de infraestrutura, mas também o resultado da capacidade técnica e da atuação conjunta de profissionais de diferentes áreas da engenharia e dos dois países. O encontro das estruturas reforça o papel da engenharia como instrumento de transformação, integração e desenvolvimento, conectando pessoas, territórios e novas oportunidades econômicas para toda a região.

