Com apenas 1,1% do território nacional, Santa Catarina emerge como potência do agronegócio e figura entre os maiores produtores de alimentos do Brasil. Para este resultado, dois fatores foram fundamentais: cooperativismo e conhecimento técnico-científico de ponta. Não por acaso, as duas áreas são impulsionadas pelo apoio de profissionais da área da engenharia.
“As cooperativas catarinenses operam em segmentos que exigem alto rigor técnico, como agroindústrias e os setores de energia e infraestrutura. A presença do engenheiro assegura qualidade operacional, conformidade normativa e inovação contínua para que as cooperativas mantenham alto desempenho. O cooperativismo se destaca justamente porque combina gestão participativa com precisão técnica e, nesse equilíbrio, a engenharia se torna indispensável”, afirma José Almery Padilha, Coordenador Técnico do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc).
O coordenador destaca que, no estado catarinense, conforme os dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), são 245 engenheiros agrônomos que atuam como colaboradores das cooperativas.

“Os profissionais são base para a coordenação de toda a cadeia produtiva, desde a gestão da lavoura até a industrialização. Se olharmos para o total de profissionais no setor agropecuário, com atuação indireta no cooperativismo, mas direta no setor, o número é ainda mais impressionante: são 8.428 engenheiros agrônomos, mais de 10% do total de engenheiros do estado, que fazem de SC uma potência agrícola”, ressalta.
Padilha apresenta os resultados do estado catarinense, que se destaca como maior produtor e exportador de carne suína, segundo maior produtor e exportador de carne de frango e quarto maior produtor de leite do Brasil. “A espinha dorsal desse progresso perpassa pela atuação qualificada dos profissionais vinculados ao CREA-SC, que incluem engenheiros agrônomos, elétricos, civis e mecânicos”, explica.
“No agronegócio cooperativo, os avanços em engenharia transformam linhas de operação, expandem a capacidade produtiva, agregam valor aos produtos, modernizam o campo, diversificam as matrizes energéticas e elevam padrões de competitividade, o que nos garante o acesso aos mercados mais exigentes do mundo”, complementa o coordenador.
De acordo com Padilha, a competitividade e qualidade dos alimentos catarinenses, exportados para mais de 150 países, são o atestado da responsabilidade técnica e da visão estratégica alcançada com o auxílio da engenharia. “Com limitações territoriais pequenas, Santa Catarina garante segurança alimentar com uma altíssima taxa de produtividade e segue como referência global em eficiência produtiva”, afirma.
“Em essência, o cooperativismo catarinense transforma realidades e a engenharia viabiliza essas transformações com precisão técnica e visão de futuro. Juntas, essas duas forças contribuem para o desenvolvimento sustentável do estado, num modelo econômico que combina eficiência, participação e compromisso comunitário”, conclui Padilha.

