É gratificante ver como a engenharia, a agronomia e as geociências se conectam diretamente com a vida das pessoas, e como os profissionais dessas áreas estão comprometidos com um futuro mais inteligente e humano.
Assim foi o 15º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), realizado em Balneário Camboriú, mais que um evento técnico foi um movimento coletivo por cidades inteligentes, humanas e sustentáveis. Foram 22 encontros preparatórios em todas as regiões de Santa Catarina, mobilizando mais de 1.800 profissionais.
O resultado desse esforço são 73 propostas construídas de forma colaborativa — 10 delas seguem agora para o Congresso Nacional de Profissionais que acontecerá em outubro, no Espírito Santo. Sob o tema “Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das cidades”, debatemos cinco eixos centrais que impactam diretamente o dia a dia da população.
No eixo da acessibilidade, surgiu a proposta de um sistema inteligente para vagas reservadas a pessoas com deficiência, que usa inteligência artificial e QR codes para garantir o uso correto desses espaços. Mais tecnologia, mais dignidade.
No campo do saneamento básico, defendemos soluções naturais como jardins de chuva e pavimentos permeáveis. Essas medidas simples ajudam a conter alagamentos e tornam as cidades mais resilientes.
No eixo da engenharia pública, o destaque foi a defesa de que cargos técnicos na gestão pública sejam ocupados por profissionais qualificados. Isso garante eficiência, continuidade e melhores resultados para a população.
Quando falamos em qualidade ambiental, propusemos ações para melhorar o ar em ambientes fechados — algo essencial no pós-pandemia. Sensores de CO2, ventilação adequada e capacitação técnica foram algumas das soluções apresentadas.
Por fim, no eixo do desenvolvimento sustentável energético, a proposta de isenção de impostos para placas solares e a modernização da iluminação pública com sistemas de telegestão, mostram que é possível economizar, reduzir impactos ambientais e melhorar os serviços urbanos.
O CEP mostrou que os profissionais da engenharia, agronomia e geociências não constroem apenas obras, constroem possibilidades, transformam realidades e ajudam a desenhar o futuro das cidades.
As ideias debatidas não ficam no papel. Dez propostas seguem agora para o Congresso Nacional de Profissionais com uma missão clara: influenciar decisões, orientar políticas públicas e dar voz ao conhecimento técnico que move o país. A cada colega que participou deste processo, meu sincero agradecimento. Foi com união, escuta e propósito que conseguimos avançar.
Reforço uma certeza: a engenharia tem um papel essencial na transformação da sociedade. E o CREA-SC seguirá sendo esse elo entre a técnica e o bem comum — ajudando a construir cidades mais humanas, eficientes e sustentáveis para todos.
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